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09:51, 06-09-2010
Medalha de ouro da cidade
Vendas Novas vai homenagear José Saramago

09:50, 06-09-2010
Jerónimo na Festa do «Avante!»
«Em todas as situações, a juventude, os trabalhadores, o povo e o País podem contar com o PCP»

11:40, 03-09-2010
Um artigo de Miguel Urbano Rodrigues
Governo PS participa activamente em guerras coloniais
 
 

António Murteira
Correia da Fonseca
Eugénio Rosa
João Honrado
Miguel Urbano Rodrigues
Varela Gomes
 
 
 
 
 
Editorial
 
Editorial
Escândalo
16:15, quinta-feira, 29 de Julho de 2010
José Soeiro, deputado do PCP, que foi a voz dos trabalhadores e das populações do distrito de Beja na Assembleia da República nos últimos cinco anos, vai deixar o parlamento, no quadro do processo de renovação dos eleitos comunistas.
O parlamentar bejense fez esta semana um balanço do que foi este primeiro período da legislatura, entre Outubro de 2009 e Julho deste ano. É uma boa síntese: «A 1.ª sessão legislativa da XI Legislatura ficará na história pelos mais pesados e desnecessários sacrifícios impostos à generalidade dos portugueses, sobretudo aos que menos têm; pelo agravamento brutal do desemprego que atinge hoje cerca de 700 mil trabalhadores, entrando dramaticamente na casa dos dois dígitos; pela generalização da precariedade no emprego; pelo aprofundamento das medidas de desprotecção social; pelo encerramento de escolas, serviços de saúde e outros serviços essenciais; pelos milhares de falências de micro, pequenas e médias empresas e agricultores; pelo desinvestimento e estagnação da economia; pelo galopante crescimento da dívida externa. Tudo porque o Governo minoritário do PS, com a cumplicidade dos partidos da direita, PSD e CDS/PP, decidiu persistir no seu obsessivo combate ao défice e no seu famigerado PEC. Tudo porque o PS, de braço dado com o PSD e o CDS/PP, persistem em sacrificar todo um povo para salvar um sistema financeiro usurário, atolado em falcatruas, e em preservar os escandalosos lucros de meia dúzia de grandes grupos económicos e continuar a fechar os olhos aos chocantes rendimentos dos seus administradores de conveniência».
Sobre esta questão – milhões para uns poucos à custa da exploração da maioria – o Partido Comunista Português considerou «um escândalo» os lucros obtidos por alguns dos maiores bancos nacionais e exigiu uma intervenção do Estado para impedir a «exploração», através da imposição de limites para os spreads e comissões bancárias.
A partir dos mais recentes dados divulgados por três bancos nacionais, um dirigente comunista, Jorge Pires, classificou os lucros alcançados «verdadeiramente obscenos», porque obtidos num quadro de «profunda crise económica e social, em que o endividamento das famílias e das pequenas empresas já ultrapassa o rendimento disponível».
«Grande parte destes lucros foram obtidos à custa da exploração dos utentes dos serviços bancários, através do recurso a práticas como o aumento dos spreads, das taxas de juro e das comissões bancárias», apontou. Esta situação só será solucionada com «a nacionalização da banca e com uma política pública de crédito de apoio ao desenvolvimento», considerou. Mas, como acções imediatas, entre outras medidas, «o Estado tem de impedir o aumento dos spreads e definir valores máximos para as comissões bancárias», sustentou, considerando o aumento dos lucros do BPI, BES e BCP no primeiro semestre «um verdadeiro escândalo nacional».
É já hora que povo português exija aos sócrates e coelhos que expliquem por que é que governo e PSD aumentam a exploração dos trabalhadores – cortando nos salários e nas prestações sociais e aumentando impostos e bens essenciais –, ao mesmo tempo que favorecem os escandalosos lucros da banca e de outros grupos económicos.
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