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09:51, 06-09-2010
Medalha de ouro da cidade
Vendas Novas vai homenagear José Saramago

09:50, 06-09-2010
Jerónimo na Festa do «Avante!»
«Em todas as situações, a juventude, os trabalhadores, o povo e o País podem contar com o PCP»

11:40, 03-09-2010
Um artigo de Miguel Urbano Rodrigues
Governo PS participa activamente em guerras coloniais
 
 

António Murteira
Correia da Fonseca
Eugénio Rosa
João Honrado
Miguel Urbano Rodrigues
Varela Gomes
 
 
 
 
 
Editorial
 
Editorial
A crise do capitalismo
10:44, sexta-feira, 16 de Julho de 2010
Na actual situação de «crise» do País e da União Europeia é fundamental que os democratas e os trabalhadores em geral compreendam o que se passa, procurando informação credível. Procurando, portanto, informação para além das notícias veiculadas pelo sistema mediático hegemónico que visam em geral a desinformação e deturpação dos factos de molde a que a grande massa dos cidadãos aceite passivamente o agravamento da exploração pela classe dominante.
Uma análise séria e interessante da situação é a que faz o PCP que, ainda em finais de Junho, mostrava que não há uma «explicação única» para a crise que esmaga hoje os trabalhadores e os povos.
Consideram os comunistas que a situação internacional continua marcada pelo agravamento da crise do capitalismo, «por uma violenta ofensiva contra as condições de vida e direitos dos trabalhadores e contra a soberania dos povos» e que «perante as contradições e limites do capitalismo, é cada vez mais patente o propósito das classes dominantes de imporem, pela força se necessário, uma profunda regressão social centrada na drástica redução do preço da força de trabalho». Mas a situação internacional é também marcada «pelo crescimento da resistência e da luta em numerosos países, o que mostra que, apesar de uma relação de forças desfavorável aos povos e ao campo progressista e revolucionário, o imperialismo não tem as mãos livres para impor os seus objectivos».
Depois de alertar para o «perigoso agravamento de focos de tensão e de guerra, nomeadamente no Médio Oriente, Ásia Central e Península da Coreia», a direcção do PCP «saúda a resistência dos trabalhadores e dos povos à ofensiva do capital e do imperialismo e em particular as lutas sindicais e populares que têm tido lugar em praticamente todos os países da União Europeia contra as medidas ditas de “saneamento financeiro” dos Estados, que visam fazer pagar aos trabalhadores e aos povos as colossais injecções de apoio ao sistema bancário».
Para os comunistas, «a evolução da situação na Europa confirma as previsões do PCP quanto às nefastas consequências para Portugal da sua adesão à CEE há 25 anos e os graves perigos que representam para o País – o seu desenvolvimento, a sua soberania e o próprio regime democrático – as imposições da União Europeia articuladas com a política de submissão nacional das classes dominantes e dos partidos ao seu serviço, PS, PSD e CDS-PP». A evolução europeia confirma também «a enorme gravidade do salto na integração comunitária que constituiu a adesão à moeda única, à qual só o PCP se opôs». E confirma «as análises do PCP quanto à natureza de classe da União Europeia como projecto do grande capital e das grandes potências em contradição com as reais exigências do progresso social e a necessária cooperação entre povos e países soberanos e iguais em direitos».
Segundo o PCP, «a indisfarçável crise que hoje atravessa a União Europeia, a contradição cada vez mais gritante entre apregoados objectivos de desenvolvimento, coesão e justiça social e os brutais programas de ajuste orçamental impostos à Grécia e a outros países, a evidência do papel hegemónico e prepotente da Alemanha e a sua articulação e subordinação à estratégia agressiva dos EUA e da NATO, deixam mais exposto o carácter demagógico de décadas de propaganda “europeísta”».
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