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09:51, 06-09-2010
Medalha de ouro da cidade
Vendas Novas vai homenagear José Saramago

09:50, 06-09-2010
Jerónimo na Festa do «Avante!»
«Em todas as situações, a juventude, os trabalhadores, o povo e o País podem contar com o PCP»

11:40, 03-09-2010
Um artigo de Miguel Urbano Rodrigues
Governo PS participa activamente em guerras coloniais
 
 

António Murteira
Correia da Fonseca
Eugénio Rosa
João Honrado
Miguel Urbano Rodrigues
Varela Gomes
 
 
 
 
 
Editorial
 
Editorial
Saramago, um dos nossos
16:37, quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Aos 87 anos, morreu José Saramago, um dos maiores escritores de língua portuguesa e o único Nobel de Literatura do espaço lusófono. Teve as merecidas despedidas do povo a que pertencia – os pais camponeses eram muito pobres, estudou para serralheiro mecânico, foi funcionário público, jornalista e tradutor antes de se dedicar inteiramente à escrita –, povo que ele amou e que retratou como poucos na sua vasta obra. As entidades oficiais também homenagearam Saramago na hora da morte – muitas decerto com sinceridade, algumas só por formalidade e outras, ainda, como o Presidente da República, sem esconder o azedume que sempre sentiram pelo grande escritor, «apenas» porque se manteve comunista até ao fim dos seus dias.
Queiram ou não esses senhoritos, os belos livros que o Nobel português escreveu – como Levantados do Chão, Memorial do Convento ou Ensaio sobre a Cegueira – continuarão a ser lidos. E haverá sempre, hoje e amanhã, quem continue a defender as ideias e as causas que foram também as de José Saramago.

No País, entretanto, as coisas vão cada vez pior, a governança do PS de José Sócrates está completamente desacreditada – tanto no interior do partido como no seio dos seus aliados do PSD só estão à espera do momento oportuno para o substituir – e o desnorte é total.
Os resultados nefastos das políticas da direita atingem com força o Alentejo. Para além do desemprego, do aumento de impostos, do roubo de salários, a «crise» é pretexto na nossa região para que se reduzam ainda mais os serviços públicos – a suspensão de comboios, o encerramento de escolas, o fecho de valências em centros de saúde, até a desactivação de meios de socorro do INEM.
No caso do anunciado encerramento de escolas do 1.º ciclo do ensino básico com menos de 21 alunos, no distrito de Beja, a novidade é que já não são só os sindicatos, as autarquias da CDU, os partidos da Esquerda que contestam e rejeitam a proposta governamental de criar «mega agrupamentos escolares», alegadamente por razões pedagógicas. Até mesmo municípios e freguesias de maioria socialista, pressionados pelas populações, consideram inaceitáveis os planos do Ministério da Educação, que, se concretizados, agravarão ainda mais a desertificação de uma parte do território nacional.
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