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| Deputado do PCP alerta |
| Mais famílias pedem ajuda à Cáritas de Évora |
| 08:24, terça-feira, 27 de Julho de 2010 |
O deputado do PCP João Oliveira mostrou-se preocupado com o aumento do número de famílias que recorre à Cáritas Diocesana de Évora, alertando para o «agravamento muito significativo das dificuldades» da população da região. «Do primeiro para o segundo trimestre deste ano, houve um aumento de 40 famílias a serem apoiadas pela Cáritas, em questões tão essenciais como o pagamento da renda da casa, água, luz e até o fornecimento de alguns alimentos», afirmou João Oliveira, em declarações à agência Lusa. Depois de reunir-se com a Cáritas Diocesana de Évora, hospital distrital e Santa Casa da Misericórdia, o parlamentar comunista advertiu que as dificuldades das famílias «atingem já aspectos essenciais para a manutenção da vida e dos agregados familiares». «Há pessoas que recorrem aos apoios da Cáritas mesmo estando empregadas, porque o rendimento que têm é tão baixo que se veem na necessidade de recorrer às ajudas», disse o deputado do PCP. Segundo João Oliveira, o agravamento das dificuldades entre os idosos está a fazer com que alguns «desistam do apoio domiciliário, por não conseguirem pagar», e, noutros casos, «acaba por ter reflexos na Santa Casa da Misericórdia, nomeadamente, em encargos cada vez maiores que as reformas dos utentes». Sobre «a contenção orçamental que o governo decidiu impor na área da saúde», o deputado comunista explicou que o caso do Hospital de Évora é «preocupante», na medida em que os «novos encargos da unidade não estão a ser contabilizados no financiamento» do Governo. «O Hospital de Évora passou a central e tem vindo a aumentar o número de cuidados de saúde que presta à população, evitando que muitos alentejanos se tenham de deslocar para receber tratamentos; o problema é que esse acrescimento de cuidados não está a ser devidamente tido em conta no financiamento do hospital», criticou. Por isso, acrescentou, o Governo deve «reconhecer o acréscimo de exigências que se colocam ao hospital e também o trabalho feito, ao longo dos anos, de redução do défice orçamental, que há uns anos era de 10 milhões de euros e que em 2009 foi de menos de 3 milhões». João Oliveira defendeu ainda a imposição de «um regime de excepção em relação ao financiamento da unidade de acordo com as suas necessidades para prestar bons cuidados de saúde às populações». Quanto ao novo Hospital de Évora, cuja conclusão está prevista para o final de 2014, o deputado considerou que o próximo Orçamento do Estado (OE) é «decisivo» para que «não haja dúvida e recuos». «Vamos procurar que essa seja uma garantia que fique bem clara no OE, porque julgamos que é um investimento estruturante e imprescindível para melhoria da qualidade de vida das populações», afirmou.
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