| Ministro da Agricultura em Beja admite arranque difícil do Proder |
| Governo vai «em breve» fixar preço da água a pagar pelos agricultores |
| 18:02, quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010 |
O ministro da Agricultura admitiu na segunda-feira que o Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) teve um arranque difícil, mas este ano vai entrar em «velocidade de cruzeiro» graças às medidas de simplificação que estão a ser implementadas pelo Governo. «Partimos de um momento difícil de arranque do Proder que não foi bom», disse António Serrano, lamentando que o programa esteja «sempre na ordem do dia como um dos instrumentos financeiros que não avança». O ministro falava após visitar o lagar e a fábrica de azeitona de conserva da Herdade Fonte dos Frades, um projecto olivícola de capitais espanhóis situado perto de Beja e que foi apoiado pelo Proder. No final da visita, foram entregues 32 contratos assinados com 28 empresas agrícolas do distrito de Beja ao abrigo do Proder, num investimento total de 41,6 milhões de euros e uma comparticipação do programa de 16 milhões de euros. Actualmente, o Proder «está a caminhar no bom sentido» e «há condições» para «melhorar bastante», disse António Serrano, referindo que o objectivo do ministério da Agricultura «é normalizar o funcionamento do Proder» este ano para colocá-lo em «velocidade de cruzeiro» e «inteiramente à disposição da agricultura». «É urgente» que o Proder «ganhe normalidade», defendeu, lembrando que o ministério está a implementar «medidas de simplificação» do Proder, porque quer analisar e aprovar os projectos, assinar os contratos e pagar aos promotores «mais rapidamente». Entre as medidas de simplificação, já anunciadas, o ministro destacou em Beja a que irá permitir aos investidores receberem 50 por cento da comparticipação do Proder após a celebração do contrato e «independentemente de terem ou não feito a despesa». Lembrando que é natural do concelho de Beja (nasceu na freguesia de Mombeja e cresceu em Beringel), António Serrano revelou que tem «uma alegria enorme» por ver «a transformação» da agricultura no Alentejo e salientou o papel da água da barragem de Alqueva, que vai permitir «melhorar a produtividade das culturas». Neste sentido, o ministro disse que «está para breve» a fixação dos preços da água de Alqueva a pagar pelos agricultores, referindo que «gostaria muito» que tal acontecesse «até ao final deste mês».
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