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| Líder do PS acha que é uma reforma «indispensável e urgente» |
| Regionalização é com cinco regiões ou «não sairá do papel», diz Sócrates |
| 18:29, quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009 |
O primeiro-ministro reconheceu em Beja que a ideia das cinco regiões não é «completamente unânime» no PS, mas considerou que o Estado está preparado para a reforma «indispensável e urgente» da regionalização. «Não espero, porque isso nunca é de esperar num grande partido como o PS, que esta ideia das cinco regiões seja completamente unânime no nosso partido. Eu sei que não é», afirmou José Sócrates, no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, que decorreram em Beja na semana passada. Contudo, acrescentou, será possível para o PS «viver com esta salutar e sã discordância», agora que o Estado está preparado para proceder à «reforma indispensável e urgente no sentido do desenvolvimento e da maturidade democrática que é a criação das regiões administrativas», depois de obtidos os «consensos políticos indispensáveis». Referindo-se implicitamente àqueles que discordam da criação de uma única região no Alentejo, o secretário-geral do PS disse estar ainda convencido que os que querem a regionalização no nosso País «percebem que a regionalização ou existirá com cinco regiões ou não sairá do papel». Sócrates fez também referência ao «chumbo» da regionalização no referendo de 1998, considerando que «grande parte do Não» ficou a dever-se àquilo que foi a proposta do PS de divisão administrativa. «Julgo que hoje essas cinco regiões recolhem um consenso social e político que permitirá avançar», sublinhou.
Erros de cálculo e atraso de três horas
Nesse dia (quarta-feira, 16), depois dos atrasos da manhã, em Portalegre, o primeiro-ministro voltou a chegar tarde ao encerramento das jornadas parlamentares do PS em Beja, justificando a demora com os enganos de «alguém» em calcular o tempo de viagem. «Cheguei atrasado porque alguém se enganou nos horários, achando que a deslocação entre Portalegre e Beja se faria apenas numa hora, esse alguém estava a pensar, certamente, nalguma auto-estrada que não existe», disse Sócrates. Os atrasos levaram mesmo a que o primeiro-ministro faltasse à cerimónia de tomada de posse dos novos conselheiros de Estado, no Palácio de Belém, e ao cancelamento da reunião semanal com o Presidente da República. De manhã, Sócrates já tinha chegado meia hora atrasado à cerimónia do compromisso de honra dos 944 elementos da GNR que terminaram o curso, sendo apupado por familiares dos novos elementos da GNR, que aguardavam a chegada do primeiro-ministro debaixo de uma forte chuvada No final da cerimónia, dirigiu-se de imediato junto dos populares, pedindo-lhes «desculpa» pelo atraso e adiantou aos jornalistas os motivos da demora. «Eu gostava de pedir, publicamente, desculpa pelo meu atraso e o incómodo de causei aos familiares dos novos guardas, mas acontece que na viagem (Lisboa-Portalegre) estava muito mau tempo. A viagem fez-se com muita dificuldade», declarou.
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