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| Olivicultura no Alentejo |
| Produção de azeite aumenta 20 por cento este ano |
| 10:13, segunda-feira, 9 de Novembro de 2009 |
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Das três principais regiões de olivicultura em Portugal, apenas Trás-os-Montes prevê uma quebra na produção relativamente a 2008. No Alentejo, a região portuguesa que mais azeite produz, estima-se um aumento de produção de 20 por cento na campanha deste ano, enquanto que na Beira Interior promete ser a melhor colheita dos últimos anos. O crescimento no Alentejo deve-se, segundo Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, «a um ano com bastante quantidade» e à «gradual entrada em produção dos novos olivais». As previsões para cerca de 165 mil hectares de olival apontam para «80 a 100 milhões de quilos» de azeitona e «entre 12 a 15 milhões de quilos de azeite», cuja qualidade «será boa porque o ano não foi problemático», disse. A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, com 1.200 olivicultores, segundo o seu gerente, Manuel Fialho, prevê receber mais cinco milhões de quilos de azeitona, para atingir os «30 milhões de quilos», correspondentes a perto «de seis milhões de quilos de azeite». «No ano passado estávamos nos limites da nossa capacidade e, apesar da crise, fomos obrigados a investir para a duplicar», afirmou. Na Herdade Maria da Guarda, Serpa, o empresário agrícola João Cortez de Lobão começa a ter os primeiros retornos dos «cerca de seis milhões de euros» que investiu num olival super intensivo. Nesta campanha, espera atingir «1,5 milhões de quilos de azeitona», para transformar em «250 toneladas de azeite» que será vendido a granel em Portugal, Espanha e Itália. Na Beira Interior, a campanha da azeitona promete ser das melhores dos últimos anos, disse à agência Lusa, João Pereira, presidente da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (Apabi) – distrito de Guarda, Castelo Branco e concelho de Mação. Numa altura em que se começam a apanhar as primeiras azeitonas na região de Trás-os-Montes, os olivicultores prevêem uma diminuição da produção na ordem dos 30 por cento da produção global. «Prevemos uma razoável diminuição da produção, tudo porque foi um ano muito atípico, muito seco e se há zonas onde se consegue garantir alguma manutenção dos anos anteriores, em outras a seca provocou grandes reduções», salientou o presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (Aotad), António Branco.
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